23 Janeiro 2010

Adjuvantes de Calda nas Pulverizações


Adjuvantes de Calda Siliconados nas Pulverizações


Conceitos e Aplicações

Adjuvantes de calda de agroquímicos estão sempre em evolução e através do meu trabalho na área de tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas, tive a oportunidade de acompanhar esse processo evolutivo desses produtos diretamente no campo.

Minha experiência inicial profissional com adjuvantes de calda remonta ao ano de 1988, época em que ainda cursava a faculdade de agronomia e, como monitor do laboratório de fitopatologia, já utilizava esses produtos adjuvantes adicionando-os nas caldas de pulverização durante a realização de testes com produtos fitossanitários em campo, objetivando o registro no Ministério da Agricultura.

Os adjuvantes de calda mais utilizados nessa época eram os conhecidos "Espalhantes Adesivos" Nonil-Fenóis, basicamente produtos que reduzem a tensão superficial, melhorando a dispersão dos agroquímicos sobre a superfície das folhas. Nessa época, mesmo sendo esses adjuvantes espalhantes adesivos de pouca tecnologia, já era possível constatar visualmente em campo as melhorias nas deposições dos agroquímicos aplicados sobre as superfícies das folhas, ramos e frutos.

A quebra da tensão superficial (ilustração acima) propicia maior contato entre o agroquímico aplicado e a superfície das folhas das plantas alvo.

Por volta de 1992 e 1993, época em que trabalhava na área comercial de empresas multinacionais fabricantes de agroquímicos, acompanhei aplicações com adjuvantes de calda à base de resinas sintéticas nas culturas da soja, algodão, feijão, batata e do tomate (industrial e estaqueado). Essas resinas adjuvantes, bem mais avançadas que os nonil-fenóis, além de possibilitarem melhor "molhamento" sobre as folhas, formavam também um tipo de "filme" promovendo uma maior aderência dos agroquímicos pulverizados sobre os alvos (folhas, ramos, frutos, etc). Me recordo que quando eram utilizadas essas resinas nas aplicações de agroquímicos de contato, o efeito residual dos fungicidas aumentava de 3 a 5 dias para 5 a 7 dias de proteção sobre os alvos.

Em 1999, realizando trabalhos em campo avaliando pulverizadores autopropelidos e aeronaves agrícolas pelo Estado do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, acompanhei a massificação do uso desses novos adjuvantes de calda siliconados-polímeros, já sendo muito utilizados pelos grandes produtores em todas as pulverizações nas culturas do algodão e da soja, em todos os tipos de controle químico (herbicidas, inseticidas e fungicidas).

Durante os anos de 2008 e 2009 realizei trabalhos de pulverização em campo específicos com esses novos adjuvantes, contratado como consultor em tecnologia de aplicação por grandes empresas fabricantes nacionais e internacionais de organosiliconados-polímeros, soluções resinadas, glicerinados, dentre outros, com o objetivo de desenvolver novas técnicas e tecnologias de aplicação para esses produtos em diferentes culturas.

O objetivo desses recentes trabalhos realizados em campo foi testar novos adjuvantes de calda "trabalhando em simbiose" com diferentes marcas e modelos de pontas de pulverização (nacionais e importadas), em diferentes volumes de calda (ultra-baixo, baixo, médio e alto volume), durante aplicações de herbicidas, inseticidas e fungicidas nas culturas do trigo, feijão, soja, algodão, cana-de-açúcar, hortaliças e frutíferas (citrus, uva, maçã, etc).

Através da análise visual e dos resultados dos testes de deposições de gotas nos papéis sensíveis à água pelo software e-Sprinkle, foi possível constatar que alguns modelos de pontas de pulverização, produzindo tamanhos específicos de gotas protegidas e condicionadas pelos adjuvantes (protetores e aderentes), possibilitam melhores resultados na distribuição, penetração e na redução da deriva, otimizando a eficiência desses novos adjuvantes nas aplicações de herbicidas, inseticidas e fungicidas.

É importante mencionar que esses novos adjuvantes possibilitam a redução do volume de aplicação em todas as operações de controle químico, pela menor evaporação e deriva (perdas) e maior garantia da correta e satisfatória densidade de gotas depositadas sobre os alvos, porém, NUNCA devemos reduzir as doses dos agroquímicos recomendados pelas empresas fabricantes.

Nessa matéria técnica, solicitada por uma conceituada revista agropecuária no formato de "Perguntas e Respostas", estarei apresentando não somente informações sobre os benefícios dos "Adjuvantes Redutores de Deriva", mas também citando outros benefícios desses produtos adjuvantes de calda anti-espumantes, anti-evaporantes, redutores de pH, sequestrantes de cátions, homogeneizadores de calda, dentre outras "funções", que muito têm contribuído para a melhoria da qualidade e da eficiência das aplicações de agroquímicos no Brasil e também no mundo todo.

Seguem abaixo as respostas referentes as perguntas elaboradas por uma conceituada revista agropecuária sobre a matéria:

1) O que são redutores de deriva?

R1: São produtos adjuvantes de calda utilizados nas aplicações de defensivos agrícolas, sendo que, especificamente os "Adjuvantes Redutores de Deriva" são produtos formulados à base de compostos organopolímeros-siliconados, glicerinados, dentre outros, que proporcionam à calda uma maior viscosidade, cujo objetivo principal é proteger (película) e aumentar o tamanho das gotas produzidas, diminuindo a evaporação, aumentando o tempo de vida das gotas e a velocidade de sedimentação, reduzindo assim o PRD (Potencial de Risco de Deriva), promovendo uma maior deposição de gotas finas sobre os alvos. O PRD é a porcentagem de gotas produzidas em uma pulverização específica, formada por gotas com tamanhos inferiores a 150 micra (150 micra é quase o mesmo diâmetro de um fio de cabelo).

Nos testes de pulverização abaixo, o pulverizador autopropelido Case Patriot 350 mesmo pulverizando em alto volume (300 litros/ha), ficou evidente a possibilidade da redução da deriva pela adição do adjuvante de calda na dose de 50 ml/100 litros de água na calda de pulverização na cultura do feijoeiro.




Através das fotos abaixo, que focam somente as barras do pulverizador autopropelido Patriot 350 durante os testes comparativos de pulverização (com adjuvantes e sem adjuvantes), fica evidente a possibilidade da redução das perdas das gotas finas e muito finas pela deriva e pela evaporação com a adição dos adjuvantes redutores de deriva.



Nos testes de pulverização abaixo, é possível constatar, através de análise visual, a maior deposição de gotas nos papéis sensíveis à água posicionados na parte superior (terço superior) da cultura do feijoeiro, com o uso dos adjuvantes de calda nas pulverizações na dose de 50 ml/100 litros de água. Através desse resultado visual é possível afirmar também que o adjuvante de calda possibilitou uma maior deposição de gotas sobre as folhas das plantas localizadas no topo, promovendo uma melhor proteção da cultura, pela maior quantidade de i.a. depositados.



Devido a tecnologia de aplicação em pontas de pulverização empregada nessa pulverização(acima) não ser a mais apropriada para a penetração de gotas nas folhas do baixeiro das plantas do feijoeiro, as deposições nessas áreas foram muito semelhantes nos dois tratamentos (com e sem adjuvantes). É possível afirmar então que o adjuvante de calda “precisa trabalhar em conjunto" com novas técnicas e tecnologias em pontas de pulverização para conseguir a máxima eficiência nas deposições de gotas em todas as áreas das plantas.


2) Como eles atuam na pulverização?

R2: Uma explicação bem simples seria que esses produtos atuam protegendo as gotas produzidas de diferentes tamanhos (finas, médias e grossas) formando um "tipo de filme", diminuindo o processo de evaporação pelas condições meteorológicas adversas de baixa umidade relativa do ar, temperaturas altas e rajadas de vento.


3) Que benefícios trazem para a aplicação do produto?

R3: A partir do momento que as gotas produzidas, mesmo as "finas e muito finas", são protegidas pelo adjuvante das intempéries meteorológicas, as perdas pela evaporação e deriva serão menores, então haverá uma maior deposição do produto sobre os alvos biológicos. Essa maior deposição de gotas com os agroquímicos depositados sobre as plantas possibilitará um maior tempo de proteção tanto pelos produtos de contato como também pelos sistêmicos, resultando em maiores períodos de controle.

Muitos desses produtos adjuvantes são verdadeiras "plataformas" para combinações de outras formulações condicionadoras da calda e poderão proporcionar muitos outros benefícios:

Penetrantes: formulações que "abaixam" de maneira efetiva a tensão superficial, facilitando a penetração e acelerando a absorção dos agroquímicos pelas folhas das plantas.


Espalhantes: Reduzem o ângulo de contato das gotas sobre as superfícies das folhas. O controle da dose desses adjuvantes nas caldas de pulverização é muito importante pois em excesso, acontece o escorrimento dos agroquímicos das folhas, ramos e frutos para o solo.

Adesivos: Produtos adjuvantes que formam um tipo de "filme" sobre as folhas, ramos ou frutos. Proporcionam maior "tempo de vida" dos agroquímicos sobre as superfícies tratadas.

Espalhantes-adesivos: São formulações à base de dois compostos, um espalhante (hipotensor) e outro adesivo (resina sintética, PVC, dentre outros).

Anti-espumantes: Adjuvante de calda que impede (ou limita) a formação da espuma durante o preparo da calda e também durante as aplicações com a calda pronta nas culturas. Normalmente, os adjuvantes anti-espumantes também apresentam a característica de serem homogeneizadores de calda, quando são utilizados agroquímicos granulados, pó-molhável, dentre outras formulações de difícil solubilidade.



Nas fotos acima, fica evidente a dificuldade do preparo da calda com produtos (PM) de baixa solubilidade, ocorrendo derrames diretamente para o solo (1); a formação de espuma provocada por diversos tipos de herbicidas (2); o efeito anti-espumante dos adjuvantes de calda para esse fim específico.

Tamponantes: Normalmente são utilizados dois tipos de adjuvantes tamponantes de calda, aqueles direcionados para as aplicações de herbicidas, quando o pH deverá estar na faixa entre 3 e 4 e os adjuvantes utilizados nas aplicações de inseticidas e fungicidas, quando o pH deverá estar na faixa entre 5 e 6.

Anti-evaporantes: São adjuvantes específicos para aplicações em condições meteorológicas extremamente adversas de baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas.

Espessantes: São adjuvantes que proporcionam maior viscosidade à calda de pulverização, reduzindo a produção de gotas finas, funcionando como redutores de deriva.

Filtros solares: São adjuvantes que protegem as moléculas dos agroquímicos da degradação pelos raios UV. São também utilizados para proteger alguns produtos biológicos.

Sequestrantes de Cátions: São adjuvantes que neutralizam os efeitos limitantes de metais pesados (Fe, Cu, Zn, etc) sobre a maior parte dos agroquímicos.



4) De que maneira a produção é beneficiada?

R4: A produção é beneficiada pelo melhor aproveitamento dos agroquímicos aplicados, devido a uma maior eficiência dos agroquímicos no controle das plantas invasoras, doenças fúngicas e bacterianas e insetos limitantes da produtividade. Com o uso dos adjuvantes de calda nas pulverizações a eficiência dos agroquímicos é maximizada, refletindo em ganhos de produtividade para qualquer cultura.


5) Como é feita a aplicação do redutor de deriva na calda a ser pulverizada?

R5: A adição dos adjuvantes de calda no momento do preparo é feita de forma bastante simples, sendo que o método mais correto é sempre serem utilizados "tanques de pré-mistura (TPM)" de agroquímicos. Os adjuvantes são adicionados primeiramente nesses tanques, objetivando inicialmente o melhor condicionamento da água, preparando essa água (pH, dureza, metais, etc) para a mistura com os agroquímicos a serem inserídos posteriormente.


6) Qual a quantidade ideal de redutor de deriva a ser aplicada?

R6: As doses varíam de acordo com os diferentes fabricantes e importadoras existentes no Brasil. De maneira geral é muito comum as recomendações de 25 a 50 ml para cada 100 litros de calda de agroquímicos, quando trabalhamos com pulverizadores terrestres. O volume comumente utilizado de calda por hectare nas pulverizações terrestres está entre 150 a 200 litros por hectare. No caso das aplicações aéreas, que normalmente são utilizados baixos volumes de aplicação (15 a 30 litros por hectare), as recomendações de doses estão entre 25 a 50 ml por hectare. Acompanhei pessoalmente aplicações de fungicidas na cultura do milho, utilizando adjuvantes de calda na dose de 40 ml/ha, no volume de 15 litros de calda por hectare com total eficiência no controle.


7) Qual a vantagem de uso desses produtos?

R7: Além das vantagens e benefícios já citados, é importante enfatizar que uma vez protegidas as gotas de diversos tamanhos, as deposições dessas sobre os alvos estarão garantidas, então será possível trabalhar com a redução do volume de aplicação, possibilitando um maior rendimento operacional dos pulverizadores e aeronaves agrícolas, melhorando também o "Timing" (Momento Oportuno) do controle químico das plantas daninhas, doenças e insetos nas culturas.


8) Como deve ser a correta aplicação?

R8: É importante deixar bem claro que esses adjuvantes de calda "não fazem milagres". Esses produtos, por sí só, não são 100% redutores de deriva, pois se o pulverizador não estiver devidamente regulado e calibrado e não terem sido feitas as corretas seleções de pontas de pulverização para cada tipo específico de alvo biológico, vai existir a possibilidade da formação de uma grande porcentagem de gotas satélites, com tamanhos inferiores a 100 - 150 micra, que mesmo protegidas pelos adjuvantes serão suscetíveis à evaporação e a deriva.

Os adjuvantes de calda serão 100% eficientes desde que sejam corretamente selecionadas as pontas de pulverização levando-se em consideração os tipos de alvos a serem controlados, as condições meteorológicas do local da aplicação, tipo de agroquímicos a serem aplicados, volumes de aplicação, dentre outras.



9) Qual o custo dessa aplicação?

R9: É muito difícil estipular um custo fixo de aplicação pois os preços desses produtos para o produtor varíam muito em função das diferentes recomendações de doses, devido aos diferentes tipos de formulações de adjuvantes que existem no mercado, porém os melhores adjuvantes de calda "redutores de deriva" que existem o mercado brasileiro estão custando entre R$ 65,00 a R$ 100,00 o litro (preço final) para o produtor.


10) Faça uma análise do custo-benefício.

R10: Devido o meu foco de trabalho estar diretamente ligado no desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias para as pulverizações, utilizo como ferramenta os adjuvantes de calda em "simbiose" com as pontas de pulverização e tenho calculado os ganhos diretos e indiretos para os produtores da seguinte forma:

Exemplo: Um grande produtor da região de Rio Verde (GO) questionou sobre a possibilidade da redução do volume de calda das aplicações (somente a redução da água como veículo: NUNCA a redução da dose dos agroquímicos a serem aplicados) com a correta seleção de pontas de pulverização (e tamanhos de gotas) protegidas pelos adjuvantes organo-siliconados polímeros.

O objetivo desse grande produtor era a redução do volume médio de aplicação de 150 para 100 litros por hectare nas áreas de soja (4.000 ha) e algodão (500 ha). Essa redução de 50 litros por hectare a princípio parece pouco, porém, fica evidente através dos cálculos abaixo os valores totais a serem economizados com essa redução do volume nas pulverizações nas culturas da soja e algodão.

No esquema abaixo é possível visualizar uma possibilidade estratégica do aumento gradual do volume de aplicação em função (acompanhando) do desenvolvimento vegetativo da cultura (aumento da massa foliar) do algodão. SEMPRE devemos selecionar bicos de pulverização que possibilitem a deposição de gotas sobre os alvos biológicos com densidades superiores a 70 gotas por centímetro quadrado, mesmo em baixos volumes.



Cálculos de perspectiva de ganho com a redução de 150 litros/ha para 100 litros/ha levando-se em consideração:

Pulverizador Uniport 2000 Barra: 21 metros
Velocidade operacional: 14 km/h (3,9 m/s)
Custo do hectare aplicado: R$ 15,00 (custo mínimo estimado)
Áreas de trabalho: Soja (4.000 ha) e Algodão (500 ha)
Jornada de Aplicação: 8 horas
Volume de Aplicação: 150 litros

Observações importantes: A cada tanque (2.000 litros) são realizados 13,33 ha, com o custo de R$ 200,00. A cada 30 minutos de operação 2.000 litros são aplicados (espaçamento de 50 cm). Estimando uma eficiência operacional em torno de 70%, serão aplicados em 8 horas: 11,2 ou 11 tanques.

Estimativa de ganho na cultura do algodão:
Algodão: 500 hectares
150 litros/ha x 500 x 12 (n. aplicações) = 900.000 litros ou 450 tanques (custo de R$ 90.000,00).
100 litros/ha x 500 x 12 (n. aplicações) = 600.000 litros ou 300 tanques (custo de R$ 60.000,00).

Ganho estimado de R$ 30.000,00 reduzindo o volume de aplicação para 100 L/ha na cultura do algodão.

Estimativa de ganho na cultura da soja:
Soja: 4.000 hectares:
150 litros/ha x 4.000 x 5 (n. aplicações) = 3.000.000 litros ou 1.500 tanques (custo de R$ 300.000,00).
100 litros/ha x 4.000 x 5 (n. aplicações) = 2.000.000 litros ou 1.000 tanques (custo de R$ 200.000,00).

Ganho estimado de R$ 100.000,00 reduzindo o volume de aplicação para 100 L/ha na cultura da soja.

Observação final: A dose recomendada de adjuvante para esse produtor foi de 50 ml/100 litros de água. Não estão computados nos cálculos acima os ganhos indiretos com o melhor "timing" das aplicações de agroquímicos, os custos com os caminhões pipa (combustível, etc), motoristas, dentre outros. Se forem feitos corretamente todos os cálculos de economia os valores triplicam.

Essa estratégia de redução do volume de aplicação é baseada na correta seleção das pontas de pulverização trabalhando em conjunto com as características protetoras de gotas (anti-evaporantes) dos adjuvantes de calda, observando sempre o mínimo necessário de densidade de gotas sobre o alvo.


11) Há outros pontos interessantes sobre o assunto que eu não tenha perguntado?

Em todas as plantas, sobre todos os órgãos, existe um sistema de proteção natural contra estresses do meio ambiente tais como vento, temperatura, químicos, seca, dentre outros. Essa proteção natural (hidrofóbica e flexível) é formada por cutículas e ceras que dificultam o molhamento, a aderência e a penetração das gotas pulverizadas nas superfícies das folhas, ramos e frutos das plantas.

A utilização de adjuvantes de calda nas pulverizações possibilita não somente facilitar o molhamento em superfícies hidrorepelentes, pela "quebra da tensão superficial" como também promover o maior contato da calda de agroquímicos com as cutículas mesmo em superfícies pilosas que tendem a manter as gotas suspensas. Essas gotas "presas" nos pêlos das folhas das plantas não são absorvidas e evaporam.

Atualmente os novos adjuvantes de calda, sem propriedades fitossanitárias, são verdadeiras "plataformas" de tecnologias para diferentes tipos de formulações de produtos condicionadores de calda, que podem desempenhar várias funções distintas: surfactante, redutor de pH, anti-espumante, antideriva, homogeneizadores de calda, sequestrante de cátions, dentre outras.


Informações Profissionais:

Manoel Ibrain Lobo Jr é Engenheiro Agrônomo, consultor em tecnologia de aplicação de agroquímicos, ministrando cursos, treinamentos, palestras e realizando avaliações de pulverizadores autopropelidos, pulverizadores tratorizados, turbo-atomizadores e bicos de pulverização para revendas agropecuárias, cooperativas agrícolas, usinas de cana-de-açúcar e outras empresas da área agrícola.

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