24 Agosto 2008

Pontas de Pulverização de Jato Plano Duplo


Pontas de Pulverização de Jato Plano Duplo



O objetivo principal de um projeto de uma ponta de pulverização de jato plano duplo é a produção de gotas finas, em dois jatos planos (assimétricos), possibilitando uma melhor penetração das gotas nas culturas com folhagens adensadas.

Essas pontas produzem tamanhos de gotas semelhantes às pontas de jato tipo cone vazio, ou seja, produzem gotas finas e muito finas (DMV entre 170 a 220 micra). Essas pontas entraram no mercado para atender às necessidades e as "preferências" dos produtores pelas gotas muito pequenas nas pulverizações, possibilitando então substituir as pontas de jato cone vazio, conseguindo a mesma penetração nas folhagens adensadas com a correta sobreposição dos jatos e melhor distribuição das gotas sobre as plantas.

As primeiras pontas de pulverização de jato plano duplo a serem comercializadas no Brasil foram as pontas TwinJet fabricadas pela empresa Spraying System (TeeJet).




TeeJet Twinjet (Aço)


Normalmente, o “ângulo de ataque” entre o primeiro jato e o segundo é de 60°, sendo esse ângulo considerado por muitos especialistas na área como o melhor ângulo entre os jatos de pulverização para a penetração de gotas nas folhagens adensadas de culturas como a soja, milho, algodão, feijão, batata e outras.

Seguindo esse mesmo conceito de pontas, outras fabricantes também lançaram no mercado suas pontas de jato plano duplo, merecendo destaque:




MagnoJet AD-D (Cerâmica)



Mícron Série DB (Cerâmica)


Foi durante a Agrishow 1998 que os produtores brasileiros conheceram a primeira ponta de pulverização com indução de ar (sistema venturi) de jato plano duplo do mercado: a ponta Mícron Série DB AIR (cerâmica).

O objetivo principal desse projeto de ponta de jato plano duplo com indução de ar é possibilitar as aplicações de agroquímicos em situações meteorológicas extremamente adversas, produzindo gotas grossas, porém com maior possibilidade de atingir as folhas do baixeiro das culturas, condição imprescindível para a efetividade biológica da maior parte dos fungicidas utilizados no controle da ferrugem asiática da soja.

Atualmente existem no mercado diversas pontas venturi de jato plano duplo e merecem destaque:



MagnoJet ADIA-D (Cerâmica)



Mícron Série DB AIR (Cerâmica)


Recentemente, novos sistemas de corpo de bicos para duas pontas foram lançados no mercado brasileiro, possibilitando a utilização de uma infinidade de combinações de tamanhos de gotas em uma mesma pulverização.




Sistema Turbo DUO TeeJet


Novas tecnologias em pontas de pulverização e sistemas de jato plano duplo lançados recentemente no mercado brasileiro.



TeeJet Turbo TwinJet TTJ (POM)


Informações Profissionais:

Manoel Ibrain Lobo Jr é Engenheiro Agrônomo, Coordenador da Área de Tecnologia de Aplicação de Agroquímicos, Adjuvantes e Fertilizantes Foliares do Grupo Bio Soja (http://www.biosoja.com.br/), ministrando cursos, treinamentos, palestras e realizando avaliações de pulverizadores autopropelidos, pulverizadores tratorizados, turbo-atomizadores e bicos de pulverização para revendas agropecuárias, cooperativas agrícolas, usinas de cana-de-açúcar e outras empresas da área agrícola, clientes do conceituado Grupo Bio Soja.

Contato:
Tel. Cel. (19) 9724 0827
E-mail: lobo@pulverizador.com.br
Skype: manoel.lobo


PULVERIZADOR - COPYRIGHT 2009

Todos os direitos autorais sobre as marcas, obras ou criações de qualquer natureza disponibilizadas neste site, pertencem ao Engenheiro Agrônomo Manoel Ibrain Lobo Jr, idealizador dos sites http://www.pulverizador.com.br e http://www.pulverizador.blogspot.com ou a terceiros que autorizaram o uso de sua propriedade intelectual. Sendo assim, é terminantemente vedada a distribuição, representação, publicação, uso comercial e/ou utilização de tais materiais, no todo ou em parte, sem a prévia e expressa autorização do Engenheiro Agrônomo Manoel Ibrain Lobo Jr. A violação destes direitos é crime, e seu infrator está sujeito às penalidades legais previstas nas Leis 9.610/98 e 9.279/96 e no art. 184 do Código Penal Brasileiro, bem como ao pagamento de indenização pelos prejuízos causados.

17 Agosto 2008

Vazão dos Bicos de Pulverização - Monitoramento da Qualidade das Aplicações de Agroquímicos


Monitoramento da Qualidade das Aplicações de Agroquímicos


Manoel Ibrain Lobo Jr
Engenheiro Agrônomo
lobo
@pulverizador.com.br


Avaliações de pulverização em campo mostraram que, de uma maneira geral, de todo o defensivo agrícola aplicado no Brasil, aproximadamente 30% vão diretamente para o solo, 40% são perdidos por deriva e evaporação e somente 30% são depositados sobre o alvo biológico.

As principais causas dessas perdas diretas nas aplicações são:

1) Falta de manutenção nos pulverizadores;
2) Incorreta regulagem e calibração dos pulverizadores;
3) Falta de treinamento sobre tecnologia de aplicação para os operadores e para a equipe de apoio;
4) Falta de planejamento e logística nas aplicações.

As péssimas qualidades das pulverizações ocasionam falhas no controle químico, o que resulta aplicações em subdoses ou em sobredoses de defensivos agrícolas sobre os alvos biológicos, refletindo no aumento do número e intervalo das aplicações.

Essas falhas nas aplicações comprometem a eficiência do produto sobre o alvo biológico resultando em perdas na produção da ordem de 40% por conta de ataque de pragas, doenças e plantas daninhas não controladas.

Levando-se em consideração as perdas diretas, em sua maior parte ocasionadas pela incorreta regulagem e calibração dos pulverizadores, e as perdas indiretas pelas pragas e doenças não controladas, fica evidente a necessidade de uma melhor assistência técnica aos produtores na área de tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas, objetivando o desenvolvimento de novas técnicas de pulverização que acompanhem a rápida evolução desses produtos químicos cada vez mais técnicos.

São muitos os problemas encontrados nos pulverizadores durante as avaliações da qualidade das aplicações de agroquímicos. No exemplo abaixo, durante a avaliação de pulverização utilizando o fluxômetro manual (medidor de fluxo), foram testadas as pontas de pulverização objetivando verificar a uniformidade de vazão de toda a barra de pulverização.



Esse tipo de avaliação possibilita a rápida identificação de pontas desgastadas ou danificadas para serem posteriormente descartadas e trocadas por novas pontas. No exemplo abaixo, a barra de pulverização está equipada com pontas que, segundo o fabricante, com uma pressão de 40 psi cada uma, devem apresentar vazão de 0,84 l/minuto.



Os dados coletados nessa avaliação demonstram que as pontas 01, 03 e 04 estão ainda em condições de operação, pois apresentam uma variação de menos de 6% da vazão informada pelo fabricante no catálogo.

As pontas 02 e 05 deverão ser trocadas, pois apresentaram variação de 15,5% e 42,86% respectivamente, acima da vazão informada pelo fabricante.

Durante uma avaliação da vazão, em uma situação em que todas as pontas têm o mesmo tempo de uso, se a ponta tiver uma diferença maior que 6% que a vazão fornecida pelo fabricante, esta ponta deve ser trocada.

Ainda nessa mesma barra de pulverização, se a porcentagem de pontas com variação na vazão for acima dos 30%, todas as pontas dessa barra deverão ser trocadas.

Geralmente, quando a ponta apresenta vazão muito maior que a média geral, com certeza essa ponta foi desentupida com um arame ou canivete, que danificou severamente o orifício de saída do produto químico.

As pontas devem ser desentupidas utilizando escova com cerdas de nylon para não serem danificadas.

Após centenas de avaliações já realizadas é possível afirmar, com toda a certeza, que esse tipo de monitoramento não deve ser realizado apenas em pontas ou bicos de pulverização "usados".

Os equipamentos fluxômetro de bico, jarras graduadas (mililitros) e provetas também deverão ser utilizados nas avaliações de bicos (pontas) de pulverização "novos", ou seja, mesmo os bicos sem uso, comprados da fabricante ou revenda, deverão ser avaliados antes do início dos trabalhos das aplicações de agroquímicos.


Observação importante!!! - Não é porque os bicos de pulverização são "novos ou sem uso" que não poderão apresentar problemas na vazão ou na distribuição das gotas de pulverização, pois as falhas na fabricação poderão ocorrer, tanto nos bicos como também em qualquer outro equipamento agrícola.


Informações Profissionais:

Manoel Ibrain Lobo Jr é Engenheiro Agrônomo, Coordenador da Área de Tecnologia de Aplicação de Agroquímicos, Adjuvantes e Fertilizantes Foliares do Grupo Bio Soja (http://www.biosoja.com.br/), ministrando cursos, treinamentos, palestras e realizando avaliações de pulverizadores autopropelidos, pulverizadores tratorizados, turbo-atomizadores e bicos de pulverização para revendas agropecuárias, cooperativas agrícolas, usinas de cana-de-açúcar e outras empresas da área agrícola, clientes do conceituado Grupo Bio Soja.

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10 Agosto 2008

O Perfil de Distribuição dos Bicos de Pulverização


Avaliação do Perfil de Distribuição dos Bicos de Pulverização

Manoel Ibrain Lobo Jr
Engenheiro Agrônomo
lobo@pulverizador.com.br


O perfil de deposição de um bico (ponta) de pulverização é a distribuição do líquido ao longo da lâmina do jato pulverizado. Normalmente, cada modelo de bico de pulverização produz um perfil de distribuição curvilíneo e específico.

O perfil de distribuição de um bico de pulverização é muito importante ser conhecido, pois irá determinar a distância entre os bicos de pulverização a serem instalados nas barras dos pulverizadores e a altura de liberação das gotas, ou seja, a altura da barra de pulverização (com os bicos) distante do alvo a ser atingido, objetivando uma correta sobreposição dos jatos e a correta distribuição das gotas.


Perfil de distribuição de uma ponta de impacto (defletora)


Normalmente, as pontas de pulverização são projetadas para uma perfeita deposição de gotas a uma distância de 50 cm sobre o alvo, porém é recomendado que após a equipagem do pulverizador com bicos (pontas) “novos”, uma avaliação do perfil de distribuição de todos os bicos seja feita, antes do início dos trabalhos de aplicações de agroquímicos.



Perfil de distribuição de bicos na barra de pulverização

O perfil de deposição de gotas de um bicos (ponta) pode ser avaliado pelas “mesas de distribuição” padronizadas (ABNT, ISO, ASAE etc).



Bancada de testes utilizada para a avaliação de pontas de pulverização

Durante os cursos e treinamentos em tecnologia de aplicação ministrados (vide site www.pulverizador.com.br) são realizadas demonstrações de diferentes perfiz de distribuição de gotas produzidas por diferentes modelos de bicos (pontas) de pulverização de fabricantes nacionais e empresas importadoras.

Seguem abaixo, como exemplos, os perfiz de distribuição dos bicos (pontas) AI (TeeJet Air Induction), AIXR (AI Extend Range TeeJet), AVI (ALBUZ - JACTO), AIR (Micron – Pulsar) e TTI (Turbo TeeJet Induction).


Avaliação do perfil de distribuição da ponta TeeJet AI (Air Induction)


Ponta de pulverização AI (Air Induction)




Perfil de distribuição da ponta AI


Avaliação do perfil de distribuição da ponta TeeJet AIXR (AI Extend Range)



Ponta de pulverização AIXR



Perfil de distribuição da ponta AIXR



Avaliação do perfil de distribuição da ponta AVI (ALBUZ - JACTO)


Ponta de pulverização AVI



Perfil de distribuição da ponta AVI


Avaliação do perfil de distribuição da ponta Micron – Pulsar (Série Air)


Ponta de pulverização AIR (Micron)



Perfil de distribuição da ponta AIR (Micron)


Avaliação do pefil de distribuição da ponta TTI (Turbo TeeJet Induction)



Ponta de pulverização TTI


Perfil de distribuição da ponta TTI


É de extrema importância o monitoramento do perfil de distribuição dos bicos instalados nas barras do pulverizadores terrestres, através de avaliações periódicas, objetivando minimizar as possibilidades de falhas "sem agroquímicos" nas faixas de aplicação, durante os trabalhos de controle químico nas culturas.

Na foto abaixo, registrada durante uma avaliação de bicos de pulverização de jato tipo cone vazio, equipando um pulverizador tratorizado, fica evidente a distribuição incorreta das gotas depositadas na mesa de distribuição.



Perfil de distribuição do bico de jato cone vazio na barra do pulverizador

Os bicos de pulverização de jato tipo cone vazio, não deverão ser utilizados na equipagem de pulverizadores tratorizados com barras horizontais, pois pela incorreta sobreposição dos jatos, conforme apresentado na foto acima, resultará em uma maior deposição do agroquímico aplicado em uma área da cultura a ser tratada e doses menores em outras áreas dessa mesma cultura.

Esses tipos de bico de pulverização, poderão então ser utilizados em turbo atomizadores ou pulverizadores costais, lembrando sempre que o material utilizado na fabricação dos bicos para turbo atomizadores deverá suportar altas pressões operacionais (acima de 150 PSI).

Nesse tipo de avaliação em campo, utilizando as mesas de distribuição, é possível identificar os tipos de pontas fabricados por empresas que trabalham, ou não, com controle de qualidade na fabricação de seus produtos, pois não somente os bicos "usados, velhos ou desgastados" poderão apresentar falhas nos jatos de distribuição, mas também os bicos "novos" ou "sem uso" também poderão apresentar falhas, caso a empresa fabricante não tenha um controle de qualidade para os seus produtos.

Levando-se em consideração que durante uma safra "passam" milhares de dólares pelo orifício dos bicos de pulverização, o mais sensato e prudente é realmente a realização de avaliações periódicas dos perfiz dos bicos de pulverização novos ou usados instalados nos pulverizadores.

É importante lembrar que uma "mínima" falha na distribuição do perfil de uma ponta de pulverização de apenas 10 cm equipando um pulverizador com barras de 14 metros, poderá causar em 100 hectares aplicados, uma falha total na área da cultura de 700 m² sem proteção química, resultando em grandes perdas indiretas pelo não controle das pragas, doenças e plantas invasoras, que continuarão lesando a cultura e limitando a sua produtividade.


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Manoel Ibrain Lobo Jr é Engenheiro Agrônomo, Coordenador da Área de Tecnologia de Aplicação de Agroquímicos, Adjuvantes e Fertilizantes Foliares do Grupo Bio Soja (http://www.biosoja.com.br/), ministrando cursos, treinamentos, palestras e realizando avaliações de pulverizadores autopropelidos, pulverizadores tratorizados, turbo-atomizadores e bicos de pulverização para revendas agropecuárias, cooperativas agrícolas, usinas de cana-de-açúcar e outras empresas da área agrícola, clientes do conceituado Grupo Bio Soja.

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